Projeto Simplesmente Música
Maio 2023
MÚSICA DAS ESFERAS
Music of the Spheres
Prof. Ailton Rozendo
Resumo: o presente
artigo traz um panorama voltado para a música, através ;da discussão sobre Música
das Esferas, conforme o olhar de Pitágoras.
Palavras-chave:
música, teoria da música das esferas, Pitágoras.
MÚSICA
DAS ESFERAS
São
poucas as referências sobre a teoria da Música das Esferas. Segundo Pitágoras, o
universo existe em concordância com a harmonia musical e a única forma de
compreender o universo era estudando matemática, astronomia e
música. Para reforçar essa teoria é possível acrescentar que, conforme o Site
Galileu, especialistas da NASA utilizaram um processo conhecido como
sonificação para coletar os dados da Via Láctea. Esse processo converteu as
informações coletadas em sons e o resultado foi música, ou seja; a Galáxia
produz sons, notas musicais de forma harmônica. A tradução dos dados foi realizada
a
partir de uma imagem desenvolvida desses mesmos dados: estrelas foram
convertidas em notas individuais, nuvens de gás e poeira produziram zumbido e o
ponto principal aconteceu na região de Sagitário A*, onde as nuvens de gás e
poeira são mais brilhantes.
Foi
atribuído a Pitágoras o primeiro estudo científico da música e seus intervalos
de frequências com relação aos números inteiros, pesquisa que deu origem ao
metalofone, o primeiro instrumento musical feito por ele. Depois de mais
estudos e análises entre os diferentes sons, verificou-se que uma harmonia
acontecia quando as chapas tinham uma relação, por exemplo: se uma determinada
nota fosse tocada na chapa do metalofone, encontrava-se a mesma nota com um tom
mais agudo quando fosse tocada numa chapa que tivesse a metade do tamanho da
anterior (uma oitava acima). Ao continuar investigando sobre sons musicais com
relação aos números inteiros, Pitágoras criou um instrumento chamado de
Monocórdio (instrumento de uma corda presa por dois cavaletes fixos nas
extremidades e um cavalete móvel que o possibilitava alterar o comprimento da
corda, assim, essa corda vibrava em frequências diferentes). Como resultado
desta investigação, Pitágoras percebeu que a corda reduzida a 2/3 do seu
tamanho originaria o som de quinta justa e reduzida em 3/4 produziria o
intervalo de quarta justa. A partir desses estudos foi criada a escala diatônica
com sete notas (intervalos de tons e semitons): dó, ré, mi, fá, sol, lá, si,
dó.
Um
dos problemas na escala Pitagórica era a relação entre as frequências de tons e
semitons, ou seja, a soma entre dois semitons não coincidia com a frequência de
um tom. A solução para isso foi criar a escala cromática, dividindo os
intervalos em doze semitons, observando os sons consonantes nas relações entre
as frequências na razão de 3/2, ao que resultou nos intervalos das quintas
justas. Entretanto, a escala cromática trazia um problema quando se precisava
executar uma música em diferentes oitavas. Isso foi resolvido pelo matemático e
físico, o belga Simon Stevin (1548 - 1620), quando criou o temperamento,
ajustou a escala cromática para que as notas tivessem a mesma distância e
encaixe perfeito no ciclo de oitavas fazendo 12 semitons equidistantes. Dessa
forma foi possível fechar o ciclo de oitavas com 12 intervalos.
O
músico alemão, Johann Sebastian Bach quem compôs a obra que mudou estilo da
música europeia no período barroco. Em 1722, Bach compilou algumas de suas
obras e lançou “O cravo bem temperado”, utilizando a escala temperada para suas
composições.
ESCALA
TEMPERADA E A PITAGÓRICA

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