Ponto, Vírgula
O amor ficou suspenso,
perdido no tempo,
sem ter asas para voar.
Deixou de ser beija-flor,
perdeu o encanto, a
razão para amar.
Viu-se perdido no labirinto
onde as emoções são desfeitas
e o fio de Ariadne
não alcança.
Havia resquícios de
esperança no teu
coração ferido,
dilacerado pelo esquecimento,
mas a brevidade foi
acumulando mágoas,
apagando os laços entre nós.
A esperança caiu
no abismo e a vida
foi se tornando uma
fotografia
em preto e branco.
Não havia mais
a vírgula no discurso
que o teu coração tecia.
O ponto final, escrito
no fim do poema,
é a certeza de que
o amor, finalmente, virou
a página, perdeu-se
no tempo, talvez
levado pelo vento.
A vírgula, enfim suspensa,
cedeu lugar ao ponto final
que, agora, na sutileza do
verso te dispensa.
Rita Venâncio
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